segunda-feira, 8 de junho de 2009

meio minuto

Mais um dia, é dia, mais um a mais. Buzina, freio, buzina, o volante sempre. Por que parar? Tanta gente, tanto vidro, pressa. Pressão. Sinal vermelho, verde, parado, imóvel. Não há espaço. Gente chega, gente chega, mais gente, dois jovens se abraçam...tristes. Juventude não combina com tristeza. Parece um teaser do que estava por vir. Um carro antigo, estilhaços de vidro no asfalto. Água no asfalto, mais um balde para esfriar o chão em contato com o rosto velho, frágil...cabelos brancos na água, roupa bem passada, cuidadosamente abotoada, molhada. Falta ar, falta som, congela por dentro e por fora. Passou. A cena fica e o fim, não existiu.